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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A liberdade

Janeiro 25, 2015

Alice Alfazema

Ilustração Lucía Franco

 

Tenho um cavalo de pau, coberto com bolinhas azuis, cavalgo nele como quem anda nas nuvens. Balanço-me em grande velocidade, tenho penas nos cabelos e sou veloz. O pássaro sussurrou-me ao ouvido que os dias estão mais longos, tenho mais tempo para me deliciar no meu baloiço. Deixei os meus sapatos a descansar, estão leves de mim, os meus pés estão libertos da prisão. Sinto a Liberdade pairar em cada bola, em cada balanço, em cada pena, está por todo o lado, libertou-se.

 

Alice Alfazema

 

À beirinha

Janeiro 20, 2015

Alice Alfazema

espuma.JPG

 

É lá que quero morar,

À beira-mar.

Onde o verde vira azul,

O azul bate na duna,

Para voltar

Branco de espuma.

 

É lá que quero morar,

À beira-mar.

Até ficar 

Com algas a ondular

Entre os cabelos,

Com pele de areia.

Até te chamar

Com voz de sereia.

 

Luísa Ducla Soares

 

 

Alice Alfazema

 

 

 

 

Bom dia! E Deus criou o milho...

Janeiro 14, 2015

Alice Alfazema

E vieram as galinhas e paparam-no todo, claro que alguns cocorocós machos também o fizeram, o problema do milho é que não sabemos quando ele é transgénico ou não.

 

Respondendo ao desafio da Gaffe este blog vai passar a ter uns apontamentos de testosterona, como isto ainda está de inicio e nem sei quem é o rapaz, fica aqui este - Bom dia, com um bocadinho de cor à mistura, se é transgénico ou não também não sei. No entanto parece-me que as calças têm um bom corte.

 

Alice Alfazema

 

 

 

Sobre a grande manifestação em Paris

Janeiro 12, 2015

Alice Alfazema

Ilustração Duy Huynh

 

Ficou claro que não se faz mais por um mundo melhor porque não se quer. Enquanto houver indiferença pelo outro, enquanto os poderes instalados estiverem sentados assim será, enquanto a sociedade civil for uma simples mosca morta, enquanto a experiência for uma coisa que apenas diz respeito àqueles que a têm, haverá um mundo que se gladia. Não são apenas os lápis, nem as cores, nem os desenhos, mas é a raiva contida em cada gesto, é o aceno moribundo pelas liberdades, é o cair de um pano num cenário feio de há muito, não de um agora. Como uma borbulha purulenta que explode, verde e fedorenta. Já lá estava.

 

Liberdade, fraternidade e igualdade.

 

Alice Alfazema

Chá

Janeiro 10, 2015

Alice Alfazema

 Ilustração Sandrine Kao

 

Bebi o meu chá, procurei nele o calor, senti o sabor das plantas e o líquido quente escorrer através da garganta. Vi-me reflectida no meio do bafo que saía da chávena. Aspirei o aroma. Senti o calor que me aqueceu as mãos enregeladas. Agarrei-me à chávena procurando consolo. Abandonei o frio, mas ele persegue-me. 

 

Alice Alfazema

 

No fundo

Janeiro 06, 2015

Alice Alfazema

Ilustração Lena Ralston

 

O que muito me confunde
é que no fundo de mim estou eu
e no fundo de mim estou eu.
No fundo
sei que não sou sem fim
e sou feito de um universo imenso
imerso num universo
que não é feito de mim.
Mas mesmo isso é controverso
se nos versos de um poema
perverso sai o reverso.
Disperso num tal dilema
o certo é reconhecer:
no fundo de mim
sou sem fundo.

 

Antônio Cícero

 

 

Alice Alfazema

 




Os dias

Janeiro 05, 2015

Alice Alfazema

vela azul.JPG

De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

 

Cecília Meireles

 

Alice Alfazema

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