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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Halloween

Outubro 31, 2014

Alice Alfazema

Ilustração Keith Robinson's

 

Por aqui os cães estão doidos, é tanta a malta que bate às portas que os deixam zonzos. Passaram mil bruxas de todos os tamanhos, pediram doces e riram muito, tanto quanto o latido dos cães. Há quem se assuste, há quem se divirta, há quem ignore, há quem discorde, há quem ladre, há quem grite e depois há os que comem os doces com toda a gulodice do mundo.

 

Alice Alfazema

Uma pergunta por dia: Estar morto é...?

Outubro 29, 2014

Alice Alfazema

Ilustração Ana Bracic

 

Estar morto é o contrário
De estar vivo boa gente
Existindo muito armário
Com esqueletos certamente

Estar morto é um jeito
De poder escapar à vida
Como nem tudo é perfeito
Voltas à casa da partida

Onde o pó sempre existiu
Te olham com desconfiança
Por te ver assim sorridente

Quem de lá nunca partiu
Não sentiu sequer mudança
Por ter estado sempre ausente.

 

Poeta Zarolho

 

 

Uma pergunta até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.

 

Alice Alfazema

 

Uma pergunta por dia: Andarmos distantes da Natureza torna-nos fúteis?

Outubro 25, 2014

Alice Alfazema

árvore.jpg

 

Num dia excessivamente nítido,

Dia em que dava a vontade de ter trabalhado muito

Para nele não trabalhar nada,

Entrevi, como uma estrada por entre as árvores,

O que talvez seja o Grande Segredo,

Aquele Grande Mistério de que os poetas falsos falam.

 

Vi que não há Natureza,

Que Natureza não existe,

Que há montes, vales, planícies,

Que há árvores, flores, ervas,

Que há rios e pedras,

Mas que não há um todo a que isso pertença,

Que um conjunto real e verdadeiro

É uma doença das nossas ideias.

 

A Natureza é partes sem um todo.

Isto e talvez o tal mistério de que falam.

 

Foi isto o que sem pensar nem parar,

Acertei que devia ser a verdade

Que todos andam a achar e que não acham,

E que só eu, porque a não fui achar, achei.

 

in, O Guardador de Rebanhos, Alberto Caeiro, 1925

 

Uma pergunta até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.

 

Alice alfazema

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