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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Convite

A partir de hoje existirá um novo espaço para as conversas da escola, do Alice Alfazema, que terá também o mesmo nome. Será um pouco diferente dos pequenos diálogos. Como sempre haverá mais recreio que sala de aula. Passarei as postagens antigas daqui para lá e haverá sempre novidades, pois a escola é uma novela interminável e surpreendente, e gostaria de vos mostrar as mais diferentes perspectivas.

 

Fico à espera da vossa visita, o recreio dá para todos...

 

Visitar: Conversas da escola

 

 

 

Alice Alfazema

Saudade

 

Brinca enquanto souberes!
Tudo o que é bom e belo
Se desaprende...
A vida compra e vende
A perdição,
Alheado e feliz,
Brinca no mundo da imaginação,
Que nenhum outro mundo contradiz!
Brinca instintivamente
Como um bicho!
Fura os olhos do tempo,
E à volta do seu pasmo alvar
De cabra-cega tonta,
A saltar e a correr,
Desafronta
O adulto que hás-de ser!

Miguel Torga


Alice Alfazema

 

50 anos

 

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará. 

 

Mário Quintana




Alice Alfazema

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