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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Outras vidas

Junho 28, 2012

Alice Alfazema

 

 

 

Neste tempo de comer sardinhada, de lhes sentir o cheiro e o sabor vale a pena pensar e saber que, para além disto há um outro lado que interessa descobrir:  

 

"Partimos rumo ao desconhecido. Quando abandonamos terra, tornamo-nos numa outra pessoa em nós próprios. Assumimos uma outra identidade. Aquela salgada, que o meio assim o exige e que nos molda. Os olhos estão postos no horizonte. Mas levamos connosco todos aqueles que ficaram para trás. O significado da palavra família ganha outros contornos. Afinal, nestes singelos 23 metros de madeira passamos mais tempo do que com aqueles a que convencionalmente chamamos família. No entanto, embalados pela melodia da maresia, aqui também há família. Laços fortes que nos unem. Sorrisos que só têm valor quando se valorizam os arrufos. Quando alguém tem a coragem de reprimir, de ser directo, olhos nos olhos, traduz-se em respeito e preocupação. Aqui há família. Aqui há fenómenos de rara beleza humana."

 

 

Ler mais em: A vida na traineira    

 

 

 

 

Alice Alfazema

Olhos de gato

Junho 27, 2012

Alice Alfazema

 

Está tudo com olhos de gato, silêncio de gato...Tal como o gato caímos de pé, outras vidas virão. Moral da história: o que interessa (realmente) é partir para outra vida (tal como o gato) buscando melhorar aquilo que se aprendeu na outra.

 

 

 

Alice Alfazema

O Tango do futebol

Junho 23, 2012

Alice Alfazema

 

 

É-me muito difícil entender e falar sobre futebol, mas gosto. Gosto essencialmente do lado romântico do futebol. Gosto da linguagem futebolística, cheia de pormenores malabaristas, onde os homens falam de sonho, do lado mágico, do balneário. Apesar de assistir por diversas vezes a jogos nunca sou capaz de distinguir um fora de jogo, pois perco-me em outros passos. Há sempre algo mais interessante, tal como: um penteado, uns calções, ou até algumas tatuagens, os músculos, as expressões faciais, as espectaculares quedas; como é possível estar atento a tudo isto, e ainda, conseguir ver um fora de jogo? Este ano ainda vou ter mais dificuldade, pois é possível utilizaram o Tango. Espero sinceramente que a nossa equipa dance o Tango e derrote o Salero na próxima etapa.

 

 

 

Era mas blanda que el agua,  
que el agua blanda,  
era mas fresca que el rio,  
naranjo en flor...

 

Y en esa calle de estio,  
calle perdida,  
dejo un pedazo de vida  
y se marcho... 

 

Primero hay que saber sufrir,  
despues amar, despues partir  
y al fin andar sin pensamiento...  
Perfume de naranjo en flor,  
promesas vanas de un amor  
que se escaparon en el viento...

 

Despues, que importa el despues?  
Toda mi vida es el ayer  
que me detiene en el pasado,  
eterna y vieja juventud  
que me ha dejado acobardado  
como un pajaro sin luz.

 

Que le habran hecho mis manos?  
Que le habran hecho  
para dejarme en el pecho  
tanto dolor? 

 

Dolor de vieja arboleda,  
cancion de esquina  
con un pedazo de vida,  
naranjo en flor... 

 

Homero Exposito

 

 

 

Alice Alfazema

A morte termina uma vida, não uma relação

Junho 22, 2012

Alice Alfazema

  Fotografia Patrícia Cruz

 

Fala-se da Morte como se fosse ela uma coisa proibida. Algo que só se deve falar em sussurro, para que ela não passe por nós.

 

Há doze anos perdi a minha mãe, perdi-a somente fisicamente, porque ela continua comigo todos os dias da minha vida. Aos pais que pensam que devem apenas educar os filhos para a vida, devem também fazê-lo educando-os para a sua própria morte. É muito importante as palavras que usamos, os gestos que temos, os exemplos que damos. Pois, eles, ficarão gravados na mente dos seus filhos. Não pensem que educar é simplesmente impor regras e normas, educar para a vida é dar abraços, transmitir alegria e motivação, é construir a energia emocional do seu filho, é essa energia que fica depois da sua morte,  e é  ela que permanece inalterada para sempre, por mais obstáculos que tenhamos que ultrapassar. Este exemplo poderá se estender a todos os tipos de relações que temos, aquilo que absorvemos dos outros, é uma troca de energia contínua e fortificadora.

 

Uma relação não termina com a morte, apenas a vida termina com ela, o poder que temos de recorrer à nossa própria memória transmite-nos essa relação, dá-nos a capacidade de voltar a escutar palavras, a sentir sensações e a migrar no tempo.

 

A relação com os filhos, na actualidade é muito superficial, educam-se os filhos apenas para o mundo do trabalho, o seu lado emocional é considerado secundário. Mas, é esse lado, que fortalece a pessoa, que o leva a ter e a adquirir, capacidades para que possa ter sucesso em outra áreas da sua vida. Não estou a falar de espiritismo, de religião, de seitas, falo do fio condutor que nunca separa os pais dos filhos, do fio condutor das relações entre pessoas, daquilo que foi e daquilo que ficou, daquilo que se transmite e daquilo que se absorve.

 

Um abraço não é apenas um gesto, é uma troca. Os gestos são trocas. Os exemplos são trocas. Os gritos são trocas. A violência é uma troca. As trocas são o principio original da relação. E quando há uma troca há um momento que não pode ser invalidado no tempo. É uma equivalência ao mundo monetário, só que não se resume apenas ao estado físico, fica para além dele e do tempo. É um instituição infinita. 

 

 

 

Alice Alfazema

Bombom

Junho 21, 2012

Alice Alfazema

 

 

A menina comprou um chapéu

E pô-lo devagarinho:

Nele nasceram papoilas,

Dois pássaros fizeram ninho.

 

Chapéu de palha de trigo

Que a foice um dia cortou:

Na cabeça da menina,

O trigo ressuscitou.

 

Depois tirou o chapéu, 

Tirou-o devagarinho, 

Não vão murchar as papoilas,

Não se vá espantar o ninho.

 

E, chapeuzinho na mão,

De cabeça levantada

A menina olhou o Sol,

Como a dizer-lhe: Obrigada!

 

 

M. Rosa Araújo

 

 


 

Alice Alfazema 

 

 

 

 

 

Océans

Junho 20, 2012

Alice Alfazema

 

Si les océans étaient de l'encre, je n'en aurais pas assez pour t'écrire combien je t'aime!

 

Jérémie Menard

 

Não há nada que se compare àquela primeira paixão, ao lado inocente da nada saber e pensar que tudo se sabe. O inocente sal, que leva as ondas dos oceanos. Que saudades de um banho regenerador, de sentir a força da corrente e, o calor Sol queimando a pele de sabor a sal. Tudo isto colorido pelos mais diversos tons de azul e de verde. O som das vagas. A leveza da sensação dum banho elaborado nestes tons, na sensação molhada do sulco da areia. Que inveja das gaivotas!

 

 

Alice Alfazema  

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