Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Flamingos azuis

 

 

 

 

Há muito tempo, quando o Tejo era azul, existiam nas margens do rio flamingos azuis. A sua cor devia-se a um mineral existente na água e, quando eles se banhavam as suas penas reluziam num azul brilhante e encantado. Quando voavam faziam reflexos dourados pelo sol, e as suas crias cresciam livres e despreocupadas. O rio banhava suavemente as margens e os dias eram mornos e preguiçosos.

 

Vieram os Homens e começaram a poluir o rio e o ar. Nas margens acumulou-se lama e detritos. O rio ficou baço. O rio perdeu a cor azul. Os flamingos perderam a sua cor azul. Perderam os reflexos dourados.

 

E vieram mais Homens, sem escrúpulos, e venderam os terrenos onde os flamingos azuis habitavam. E nesse terreno construi-se um empreendimento comercial que tem um nome estrangeiro. É muito moderno. Tem lojas, daquelas que há em todo lado. Vêm pessoas em excursões, e comem muita comida, e não compram nada, vão para ali porque pensam que aquilo é moderno. Mas, pensam que é moderno, porque nunca chegaram a ver as cores dos flamingos azuis, nunca contemplaram os seus reflexos. Nunca viram o rio pintado de azul.

 

Esses Homens que destruíram a casa dos flamingos azuis, foram julgados, mas foram salvos pelas suas leis criadas para os defenderem.

 

Os flamingos não têm dinheiro, mas são de todos, são do planeta, são um património universal, o qual eles não tinham o direito de matar.

 

No entanto, num portão à beira rio, existem flamingos azuis, para que os que ali passam se lembrem que o ambiente é um património valioso e que todos temos o dever de o proteger.

 

 

 

 

 

Alice Alfazema

Produtos de Portugal (30)

 

 

 

 

A Avianense é uma antiga fábrica de chocolates em Portugal. Iniciou a sua actividade em 1914, com o fabrico de chocolates (tabletes, ovos e fantasias de Natal), chocolate e cacau em pó, torrefacção de cevada, napolitanas, bombons de vários tipos, dos quais se destaca o bombom "Imperador", o mais prestigiado.

 

Ver mais em: Avianense

 

 

Colchão de chocolate

 

Ingredientes:

 

- 100g de chocolate em pó Avianense;
- 250g açúcar;
- 300g de farinha;
- 100g de manteiga;
- 2 Ovos;
- 1 Chávena de leite;

 

Método de preparação:

Desfaça o chocolate em pó no leite quente e deixe arrefecer. Misture o açúcar com a manteiga até obter uma massa homogénea. Adicione as gemas, a farinha e o chocolate já derretido. Junte as claras em castelo. Leve a cozer em forno moderado, em forma assadeira untada e polvilhada com farinha. Retire do forno e espalhe o chocolate sobre o bolo ainda quente. Depois de frio corte em quadrados. Decore a gosto.

 

 

 

Escolha uma boa companhia e partilhe. Acompanhe com moscatel de Palmela. Desfrute e relaxe, a vida não espera por si - ela acompanha-o.

 

 

 

 

 

Alice Alfazema

Pontes e balões

Joanna Newsom "Bridges and Balloons"

 

Acreditar exige muita energia, no entanto permite-nos atravessarmos pontes e chegarmos a destinos muitas vezes inimagináveis. Destinos esses que poderíamos pensar que éramos incapazes de os percorrer. Acreditar é um modo de vida. Acreditar é construir e voltar a reconstruir. Acreditar é não ligar a preconceitos e a ideias podres de espírito. Acreditar é o nosso lado sensível, no entanto, é o mais forte. Acreditar em nós próprios é o melhor presente que podemos nos oferecer. É um gostar singular, que mais ninguém nos pode oferecer.

 

 

 

 

 

 

 

Alice Alfazema

Crianças no mundo

 

Crianças atrás das grades, em pesadelos de momentos ruinosos onde a sua personalidade será afectada para sempre, onde a sua infância  jamais será vivida. A hipocrisia de virar a cara para o lado e, comentar taxas de juro, subidas e descidas de mercados corruptos, revisões de leis, com mais leis e mais leis, que mais parecem teias, onde há saídas sempre à medida daquilo que se quer. Enquanto isso eles sofrem, no entanto parece que as suas vidas não valem nada, pois não tem nada para oferecer. São risos que se perdem, cores que se desbotam, sofrimentos precoces, ideais que morrem.

 

Onde mora a solidariedade?

 

Onde estão as Mães?

 

Onde estão os Pais?

 

Onde está o Amor?

 

Onde mora o optimismo?

 

Onde moram os direitos universais das crianças?

 

Uma criança é sempre um ser indefeso, o seu estado é sempre inocente, e as suas atitudes são  sempre consequencias das suas vivencias. É urgente mudar atitudes, é urgente olhar, é urgente encarar a realidade, é urgente pensar que o mundo sensível faz parte de nós e começa na infância. As desigualdades sociais são um cancro que se alastra através das reacções dos que são lideres políticos, responsáveis por instituições, empresários, adultos que fazem do mundo aquilo que se vê, que se sente, e no qual se representam.

 

É possível dormir tranquilo, quando se sabe que outros seres são destruídos todos os dias?

 

 

 

 

 

 

 

Alice Alfazema

Pág. 1/7

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

No cabeçalho, pintura de Hiroe Sasaki.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D