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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Formula mágica

 

 

 

 

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

 

 

 

Vinicius de Moraes

 

 

Viver infinitamente enquanto dure, é a formula mágica...Difícil de alcançar.

O nevoeiro dos preconceitos

 

 

 

 

O diálogo exige abertura de espírito para ver outras perspectivas da realidade, sem o nevoeiro dos preconceitos.

Cada um de nós faz bem em afirmar, com entusiasmo, aquilo em que acredita, mas tem de admitir, com humildade, que pode estar enganado nos seus pontos de vista. Deve, por isso, mostrar-se disponível para aceitar discordâncias e aprender com a opinião contrária. Só aprende e evolui quem é humilde.

Na comunicação interpessoal, as certezas absolutas são sempre ridículas. Ninguém é dono da verdade. Ninguém sabe tudo. Todos ganhamos no confronto honesto e na partilha com os outros, qualquer que seja a nossa experiência, cultura ou condição social.

O diálogo entre as pessoas, como entre as culturas e as religiões, diminui a cegueira da ignorância. Permite ver melhor e mais longe. É o caminho da sabedoria, da conciliação e da paz.

 

António Estanqueiro

Naquele tempo

 

 

Naquele tempo existiu um homem.

Ele existiu e existe, pois narramos sua história.

Existiu porque nós existimos.

Num certo tempo existirá um homem, uma vez que plantamos oliveiras para ele e desejamos que usufrua do horto.

 

 

Agnes Heller

 

Para além das nuvens

 

 

 Pintura de Will Cotton

 

Por vezes as nuvens parecem algodão doce, o que haverá para além delas? O que nos trouxe a este mundo, e o que há para para lá dele?

Será a vida finita, resumindo-se a meros anos aqui passados, ou haverá um retorno ao infinito, à raiz da nossa essência; para lá de onde mora o espírito; e onde as nuvens são de várias cores, onde a música sabe a calor, e é leve o pensamento; ali  onde as dores ficam guardadas, para um novo recomeço.

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