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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Dá...

Dá, sê um doador, ainda que a tua dádiva seja pequena.

De uma pequena fonte nasce um rio;

E com as dádivas do rio, os estuários logo derramam as suas

águas, formando um mar.

Do oceano, de novo, o Céu retira as suas chuvas

E às fontes leva todo o seu renovado poder.

E assim, levadas de volta, as dádivas circulam,

E por cada bênção dada

Há outra que se recebe.

 

Autor Desconhecido

 

 

Para dar não é necessário dinheiro, dê um sorriso, um olhar bonito, um abraço, um beijo, fale com carinho...Escute.

 

Todos sangramos vermelho

 

Talvez eu não saiba escrever uma frase, ou mesmo uma palavra

Mas isso significa que você pode-me pressionar contra a parede?

Talvez eu não leia tão bem quanto o resto da turma,

Mas isso significa que você pode-me fazer tropeçar?

Talvez eu não consiga chutar uma bola para tão longe quanto o melhor jogador,

Mas isso significa que sou diferente dos demais?

Talvez eu não consiga gritar tão alto como você,

Mas isso me torna menos homem?

Talvez eu seja de cor ou raça diferente,

Mas isso te dá o direito de me bater no rosto?

Talvez meus óculos deixem meu rosto redondo,

Mas isso significa que você pode atirá-los ao chão?

Talvez eu seja pobre e não tenha dinheiro,

Mas isso significa que você pode tirar sarro de mim, para que seus amigos achem você engraçado?

Talvez eu me vista com Adidas ou Nike,

Mas isso te dá o direito de roubar as coisas que gosto?

Talvez eu nunca ganhe e sempre perca,

Mas você poderia me deixar em paz? Tenho escolha?

Talvez você não se importe se estou vivo ou morto,

Mas não será você quem estará em uma cama de hospital.

Se há alguma coisa que eu gostaria de enfiar na sua mente,

É que "somos todos iguais e todos sangramos vermelho..."

 

Anthony Kisley, We All Bleed Red

 

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