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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Dá...

Novembro 29, 2010

Alice Alfazema

Dá, sê um doador, ainda que a tua dádiva seja pequena.

De uma pequena fonte nasce um rio;

E com as dádivas do rio, os estuários logo derramam as suas

águas, formando um mar.

Do oceano, de novo, o Céu retira as suas chuvas

E às fontes leva todo o seu renovado poder.

E assim, levadas de volta, as dádivas circulam,

E por cada bênção dada

Há outra que se recebe.

 

Autor Desconhecido

 

 

Para dar não é necessário dinheiro, dê um sorriso, um olhar bonito, um abraço, um beijo, fale com carinho...Escute.

 

Todos sangramos vermelho

Novembro 28, 2010

Alice Alfazema

 

Talvez eu não saiba escrever uma frase, ou mesmo uma palavra

Mas isso significa que você pode-me pressionar contra a parede?

Talvez eu não leia tão bem quanto o resto da turma,

Mas isso significa que você pode-me fazer tropeçar?

Talvez eu não consiga chutar uma bola para tão longe quanto o melhor jogador,

Mas isso significa que sou diferente dos demais?

Talvez eu não consiga gritar tão alto como você,

Mas isso me torna menos homem?

Talvez eu seja de cor ou raça diferente,

Mas isso te dá o direito de me bater no rosto?

Talvez meus óculos deixem meu rosto redondo,

Mas isso significa que você pode atirá-los ao chão?

Talvez eu seja pobre e não tenha dinheiro,

Mas isso significa que você pode tirar sarro de mim, para que seus amigos achem você engraçado?

Talvez eu me vista com Adidas ou Nike,

Mas isso te dá o direito de roubar as coisas que gosto?

Talvez eu nunca ganhe e sempre perca,

Mas você poderia me deixar em paz? Tenho escolha?

Talvez você não se importe se estou vivo ou morto,

Mas não será você quem estará em uma cama de hospital.

Se há alguma coisa que eu gostaria de enfiar na sua mente,

É que "somos todos iguais e todos sangramos vermelho..."

 

Anthony Kisley, We All Bleed Red

 

Ao meu Filho

Novembro 21, 2010

Alice Alfazema

Meu filho

 

Apareceste na minha vida,

Eu queria ter-te.

Sentia-me feliz, insegura, afectuosa, apaixonada.

Quantas  emoções!

Olhava para ti...

E sorria.

Agora cresceste.

Agrada-me o que vejo em ti.

Revejo-me em ti, nas tuas ideias,

Na tua maturidade, nos teus projectos...

Obrigada, filho, por seres como és.

E por  teres aparecido na minha vida.

Eu queria ter-te.

 

Rosa Serrate 

 

 

 

 

Poema Lakota

Novembro 16, 2010

Alice Alfazema

 

Respeitei a juventude

    o mundo todo e a vida,

De nada sentia falta  a não ser

    da paz d’espírito

E, contudo, eu mudei, apesar das minhas crenças,

    nas mentiras da Iktumi acreditei cegamente.

Parecia que da verdade, era ela a detentora,

    e, solene, prometeu fazer-me feliz p’ra sempre.

A Wakantanka riquezas ela me fez implorar,

    afirmando que poder eu viria a ter;

 

Foi-me oferecida a pobreza, p’rà

    minha força interior achar.

Pedi fama,

    para os outros me poderem conhecer;

Foi-me dado o anonimato,

    p´ra saber conhecer-me.

Pedi alguém a quem amar p’ra

    jamais ficar sozinho;

Foi-me dada a vida de um eremita, p’ra

    aprender a aceitar-me como sou.

Pedi poder, p’ra

    coisas realizar;

Foi-me dada a hesitação, p’ra

    a obedecer aprender.

Pedi saúde, p’ra

    uma longa vida viver;

Foi-me dada a doença, p’ra

    cada minuto sentir e também apreciar.

 

Pedi à Mãe Terra coragem,

    p´ra seguir meu caminho;

Foi-me dada a fraqueza, p’rà

    Sua falta poder sentir.

Pedi uma vida feliz, p’rà

    vida poder gozar;

Foi-me dada a vida, p’ra

    poder viver feliz.

de tudo o que havia pedido, nada me foi ofertado,

    apesar disso, contudo, todos os meus desejos

    realidade se tornaram.

 

Não obstante eu próprio e a malvada Iktumi,

    os meus sonhos se realizaram,

Fui gererosamente abençoado,

    mais do que uma vez esperei.

Agradeço-te Watantanka,

    por tudo quanto me deste.

 

Poema Lakota

Fadas

Novembro 14, 2010

Alice Alfazema

 

 

 

A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas 
Age como um deus doente, mas como um deus. 
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo, 
Sabe que existir existe e não se explica, 
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir, 
Sabe que ser é estar em algum ponto 
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer. 

 

 

Alberto Caeiro

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